
A celidónia é uma planta herbácea, vivaz, que podemos encontrar na Europa, Ásia Central e Meridional. Aclimatada também na América muito comum em lugares sombrios e húmidos, muros, bermas de caminhos e entulhos, até 1500 metros de altura. Frequente na serra de Sintra mas cresce um pouco por todo o país. Pode atingir cerca de 1 metro de altura, apresenta caule ramoso e cilíndrico, frágil e quebradiço; suco leitoso amarelo- alaranjado; folhas penadas e lobadas como as do carvalho; flores amarelo-dourado com numerosos estames e duas sépalas amarelas caducas; rizoma grosso e numerosos caules; sabor ocre e amargo.
O seu nome científico é chelidonium majus L., entre nós é ainda conhecida pelo nome de erva-andorinha, quelidónia maior ou ceruda. Os ingleses dão-lhe o nome de greater celandine ou swallow wort.
Constituintes
O seu latex de cor alaranjada contêm cerca de 10 alcalóides. Sendo a quelidonina o alcalóide principal, contém ainda berberina,sanguinarina; ácidos orgânicos (málico, cítrico e quelidónico), saponinas, carótenóides e flavonóides.
Propriedades e aplicações
A forma mais segura de utilizar esta planta é em aplicação tópica para tumores cutâneos (verrugas, condilomas e papilomas). Utilizando o látex sobre as verrugas deve-se ter o cuidado de não utilizar em chagas ou feridas abertas devido à sua acção corrusiva e irritante da pele. No entanto, esta é utilizada com acompanhamento médico ou especialistas de saúde para tratar problemas do fígado e da vísicula, actuando como um estimulante dos mesmos, sendo específico em casos de pedra ou infecção da vísicula.
Devido às suas propriedades narcóticas há quem lhe atribua qualidades antibacterianas e mesmo anticancerígenas. É ainda sedativo, laxativo, antitússico e antiviral, anti-inflamatório, estimulante do útero e sistema circulatório. Utiliza-se a raiz na medicina tradicional chinesa e em homeopatia.
Todas as nossas plantas sao cultivadas em modo de agricultura sustenta’vel e regenerativa.















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